O CONSUMO DE ÁLCOOL


O consumo de álcool é um costume muito enraizado no Brasil. A fatal combinação da condução com o álcool, mostra o menosprezo dos condutores em relação aos efeitos que estas substâncias produzem sobre o organismo.
O propósito deste capítulo é conscientizá-lo do perigo que representa conduzir depois de ingerir álcool, e destaca-lhe as limitações e os comportamentos de quem atua sobre os efeitos do álcool. Também sugerimos algumas alternativas e ferramentas que podem contribuir a sua segurança em trânsito, em caso de você se veja envolvido em uma circunstancia desta natureza.

Definição do álcool



É uma droga psicodepressora que produz efeitos quando passa pela corrente sangüínea, e reparte por todo o organismo.

Tipos de álcool



Existem dois tipos de bebidas alcoólicas
Bebidas fermentadas: São aquelas cuja extração proveniente de frutos e cereais como a uva, pêra, cevada, etc.. Entre essas estão o vinho e a cerveja. O máximo conteúdo de álcool em este tipo de bebida oscila entre 15 e 18% por volume.
Bebidas Destiladas: São aquelas que se obtém ao separar as substâncias das bebidas fermentadas por meio do calor. A parte mais volátil se evapora (água), e o restante (álcool), por resfriamento retorna novamente a liquido. O volume de álcool das bebidas destiladas é superior a das bebidas fermentadas. Neste grupo está o whisky, o rum, a genebra, o conhaque e a aguardente, etc., cujo conteúdo de álcool oscila entre 30 e 40%. Segundo convênios internacionais, os países não podem fabricar bebidas alcoólicas com concentrações maiores de 50% por volume.
A porcentagem de álcool que contém uma bebida é sua graduação alcoólica. Assim por exemplo, quando um vinho tem 12 graus de álcool , significa que 12% dessa bebida é álcool puro.
A cerveja e a cidra têm uma concentração de álcool inferior a 4%. Os vinhos doces uma concentração aproximada de 7%. Outras bebidas como a aguardente, o conhaque, o rum e o whisky têm uma concentração entre 25 a 40%. Algumas bebidas como a tequila e a vodca, em ocasiones podem ter ainda concentrações superiores.

Absorção e eliminação de álcool



Os organismos que interfere mais ativamente na absorção de álcool para levar-lo ao sangue, é o estomago e o intestino delgado.
A mucosa gástrica absorve precocemente de 15 a 20% da bebida ingerida e começa a elevar os níveis de álcool na corrente sanguínea e no cérebro. Produz então, os primeiros sintomas de embriagues. A presença de alimentos no estômago, especialmente gorduras e carboidratos, diminui a velocidade de absorção do álcool e por tanto, a sematologia de embriagueis também demora em aparecer. É preciso ressaltar que uma vez que o álcool tenha chegado a corrente sangüínea, nenhum alimento é capaz de diminuir ou eliminar esta porcentagem.
O restante de álcool ingerido (80%), é absorvido dentro do intestino. A mistura de diversas bebidas pode aumentar a velocidade de absorção. O álcool tem uma especial afinidade com o tecido nervoso, pelo conseguinte, os efeitos principais da intoxicação são do tipo neurológico e psicológico. Uma vez que o álcool seja absorvido e distribuído pelo organismo, se inicia sua eliminação mediante os processos de excreção e de metabolismo. A quantidade de álcool que se elimina pela excreção (a urina, as lágrimas, o suor e especialmente pelo ar espirado) é muito pequena, somente 2% . Fazer exercícios para aumentar a transpiração e a ventilação pulmonar, ingerir café ou outras drogas, não consegue eliminar mais rapidamente o álcool do organismo.
O tempo de eliminação do álcool no organismo aumenta proporcionalmente à quantidade de bebida ingerida. Uma dose de whisky (30 cc), um copo de cerveja (330 cc), ou um taça de vinho de mesa (250 cc), contém uma unidade alcoólica, isso significa que uma pessoa que ingerir uma unidade alcoólica, necessita entre 2 e 3 horas para eliminar totalmente essa dose do organismo.
Uma unidade alcoólica equivale aproximadamente a 25 mg de álcool etílico/100 ml de sangue e não consegue afetar neurologicamente um adulto sadio. Com 2 unidade alcoólicas aparece as manifestações iniciais ou sinais precoces de embriaguez que começam a ser visíveis e alteram a capacidade de conduzir.

Efeitos do álcool no organismo



As alterações produzidas pelo álcool são detectadas em três áreas principais: psíquica, neurológica, e geral.

Psíquica

As primeiras manifestações da intoxicação alcoólica detectam-se na área psicológica. O álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central e por este motivo, quando há uma dose excessiva pode conduzir ao coma e a morte por parada respiratória.

Neurológica

As alterações neurológicas são na realidade, aquelas que incapacitam mais seriamente a um indivíduo para realizar serviços de responsabilidade, como conduzir um veículo.
Os sianis de alteração neurológicas podem começar a manifestar-se ao ingerir uma unidade alcoólica assim:
Descoordenação Motora . Altera a capacidade para coordenar os movimentos, em especial, aquelas que exigem precisão para sua
realização. Com quantidades superiores a uma unidade alcoólica, o consumidor começa a perder o equilíbrio, apresenta dificuldade para pronunciar palavras, diminui a sua acuidade visual e auditiva e torna lento os movimentos, entre outros. O álcool pode causar desde sonolência até um estado de coma.

Geral

O embriagado tem aspecto e características próprias: pupila dilatada, olhos vermelhos e lentidão alcoólica que serve como elemento de apoio para emitir um diagnóstico de embriaguez.

EFEITOS DO ÁLCOOL



Classificação da embriaguez
Embriaguez leve ou de primeiro grau: Resultado entre 40 e 99mg de álcool etílico / 100ml de sangue que corresponde ao consumo de 2 a 3 unidades alcoólicas.
Embriaguez moderada ou de segundo grau: Resultado entre 100 e 149mg de álcool etílico / 100mg de sangue que corresponde ao consumo de 2 a 3 unidades alcoólicas.
Embriaguez severa ou de terceiro grau: Resultado maiores a 150mg de álcool etílico / 100mg de sangue que corresponde ao consumo de 6 ou mais de unidades alcoólicas.
Embriaguez grave ou de quarto grau: Em geral, se aceita que níveis de alcoolemia de uma unidade alcoólica (uma dose de whisky, um copo de cerveja ou uma taça de vinho de mesa), permitem suspeitar a presença de embriaguez.

Sintomas comuns
Conduzir consumindo álcool, seja com uma dose, é uma atitude demasiada irresponsável. Veja as conseqüências de ingerir uma unidades alcoólica (uma dose pequena):

− Alteram-se a capacidade para coordenar movimentos, sobre tudo aqueles que exigem precisão em sua realização, pelo qual diminui a capacidade para reagir ante um perigo inesperado.
− Com quantidades superiores a uma unidade alcoólica, diminui a acuidade visual e auditiva e aumenta a sensibilidade ao deslumbramento, começando as vezes confuso porque os movimentos oculares são mais lentos, diminuem a habilidade para calcular distancias e apresenta dificuldade de concentração.
− Com maior quantidade de álcool, chega a visão dupla, atitude vacilante e sonolência acabando por chegar ao coma. Os bêbados parecem estar sempre de acordo para colocar em perigo a sua vida e a dos demais. Estas são as infrações que mais cometem:
− Velocidades irracionamente altas.
− Troca freqüente de via.
− Adiantamento indevido com pouco espaço para passar.
− Ultrapassar os semáforos vermelho.
− Não baixar a luz alta para os veículos que vem de frente.
− Excitação e superestimação de suas próprias capacidades.

Condutores embriagados



Se o condutor está diante de você, mantenha uma distância de viagem segura. Não trate de ultrapassá-lo, porque ele pode desviar-se para o seu lado. Se o condutor está atrás de você, vire para a direita no próximo cruzamento e deixa-lo passar.
Quando está chegando a um cruzamento, reduza a velocidade. Olhe para ambos os lados a medida que se aproxima da esquina, com a finalidade de tomar uma ação evasiva.